
Durante reunião do Comitê Permanente de Gestão da Pesca da Lagosta (CGPL) que ocorreu nos dias 09 e 10 deste mês no MPA, a Gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros do Ministério do Meio Ambiente (IBAMA), Dra. Monica Brick Peres, afirmou que a lagosta não está na lista de crustáceos em extinção. O Ministério do Meio Ambiente através de seus representantes no CGPL, também não considera tal afirmação.
Com relação à exportação da Lagosta, entre os anos de 2011 e 2012, houve uma queda de 33% nas exportações para o mercado Norte Americano, levando em consideração o período de estiagem no Ceará, enquanto para Europa, Ásia e Oriente Médio, e as exportações cresceram bastante, a exemplo dos Emirados Árabes, que importou 12 ton. de lagosta brasileira, região antes nunca atingida pelos exportadores de pescado.
O secretário de Planejamento e Ordenamento da Pesca no MPA, Flávio Bezerra, declarou que dos fatores abordados para a “moratória” da pesca da lagosta não são somente índices de pesca predatória ou barcos ilegais, mas, principalmente, a seca que já veem castigando o estado e influenciou diretamente na produção. “Essa queda chega a 50%, segundo aponta estudo do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC)”, explica o diretor.
“A escassez de chuva influencia principalmente no deságue natural dos rios no mar, fator este de grande importância na modificação do meio, tanto no teor de salinidade e temperatura, quanto no suprimento de matéria orgânica, responsável pela alimentação dos recursos pesqueiros”, explica o diretor do Departamento de Planejamento e Ordenamento da Pesca Artesanal do MPA e Presidente do CGPL, Henrique Almeida. O Diretor esclarece ainda que, com a alteração destes índices, “pode” ocorrer uma queda nas taxas de reprodução e recrutamento, podendo impactar assim a pesca.
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